“Des-compleição”

Eu, que desde menino,

tracei em meu destino

que a vivência nesse vicioso círculo latino

seria de uma temporalidade efêmera

 

Por isso, nunca fui de criar raiz

e, como um eterno aprendiz,

percebi que aquele imenso platô que encontrava-se sob o meu nariz

era demasiado ínfimo à minha desmedida exploração

 

Assim, nesse desapego dissoluto,

refleti por mais de um minuto

de como eu me tornaria diminuto

ao cometer eu o descompasso em ficar

 

Foi aí que dei meu primeiro passo,

escancarando em um tremendo arregaço,

balancei meu ajoujo e no mundo eu dei um laço,

mostrando ao mesmo que eu tenho as rédeas

 

Com isso, minha imaginação insiste

em dizer que os céus estão aquém de meu limite,

cujo conceito é divergente e encontra-se além de tudo que existe,

como tem provado meu singelo processo de abstração

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